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Virada, resposta e reencontro: a LOUD manda o recado antes das quartas.

por Amon Martins·4d·Rodada 9
Virada, resposta e reencontro: a LOUD manda o recado antes das quartas.
Imagem: Reprodução/Rodrigo Roxo

Mas valia, valia a virada de chave. Valia a resposta de um time que ainda buscava consistência. Valia confiança, principalmente com um detalhe inevitável: o próximo confronto, já nas quartas, seria novamente contra o Funkbol. E talvez por isso, desde o começo, o jogo não foi leve.

O primeiro golpe veio cedo. O Funkbol abriu o placar no escalonado, sem dar tempo nem de respirar. Mas dessa vez, diferente de outros jogos, a resposta veio imediata. Viana empatou logo na sequência, aproveitando assistência de Major. Mas o jogo não seria simples. Major, em seu primeiro jogo como titular, recebeu um cartão amarelo evitável. Nervosismo, talvez. E naquele detalhe, o jogo começou a escapar.

Com um a menos no escalonado, a LOUD sofreu em desvantagem numérica e o Funkbol aproveitou. Veio o segundo gol. Depois, o pênalti convertido. E quando Brabox teve a chance de responder, a bola não entrou. 3 a 1. E a sensação era clara: o jogo estava indo embora. Só que a LOUD não foi. Aos poucos, o time começou a se encontrar no coletivo. A bola passou a rodar melhor. E foi assim que nasceu o segundo gol: Rafinha com um lindo passe , encontrou Sam, que finalizou. No rebote, Cassiano apareceu de cabeça pra fazer. 3 a 2. Na volta do intervalo, o destino resolveu interferir. O dado caiu em 3x3 e foi ali que o jogo mudou. E, de certa forma, também foi ali que Major mudou o seu próprio jogo.

Depois de um início marcado pelo nervosismo, ele cresceu. Primeiro com uma defesa importante. Depois, com algo raro até para esse tipo de jogo: faltando menos de três segundos, pensou rápido, arriscou e marcou um golaço de gol a gol com uma fatiada que o torcedor da LOUD conhece bem. Um buzzer beater. Um daqueles lances que não só empatam o jogo, mudam completamente o rumo dele. A virada veio depois. Rafinha encontrou Sam novamente. 4 a 3. O jogo já era outro. As cartas secretas vieram. A comissão da LOUD tentou usar o Joker para roubar a carta do adversário, mas o juiz não permitiu, em uma decisão que gerou questionamento à beira do campo.

Sem alternativa, o Joker acabou se transformando em pênalti. Na bola, Viana. Antes da cobrança, o goleiro adversário, Gustavo Silva, ainda tentou entrar na mente do camisa 27 da LOUD, provocando e dizendo que, se fosse ele o batedor, defenderia. Mas tem momento em que o jogo não é psicológico. É decisão. Viana bateu… e fez. 5 a 3. Do outro lado, shootout. Última tentativa de resposta. Mas ali, de novo, Major apareceu. Cresceu na frente do adversário, encurtou o espaço, pressionou e a bola foi na trave.

Era noite de redenção. No matchball, ainda houve um susto. Mas não o suficiente. Porque no fim, a bola voltou para quem também decidiu o jogo. Rafinha com mais um passe. E Viana apareceu de novo. Gol. Hat-trick. Fim. Não era sobre tabela. Era sobre resposta. E sobre como, às vezes, um jogo muda quando alguém decide não se esconder dele. E agora, com o reencontro nas quartas, a LOUD leva mais do que a vitória. Leva confiança. Leva momento. E leva a certeza de que, o trabalho devolve.

Por Amon Martins | Datakings.com.br #GoLoud